quinta-feira, 4 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Saber Viver


Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
 
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.

(Cora Coralina)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para pensar e dançar

Hoje, logo pela manhã, a felicidade tirou-me pra dançar. O dia nem ensolarado estava; mas aceitei de prontidão. Pediu para escolher a melhor trilha sonora, principalmente uma que ela pudesse cantar no meu ouvido. Não importava o ritmo, qualquer passo poderia ser improvisado naquele momento. Com mãos firmes peguei em tua cintura, com a certeza que não queria mais soltá-la. Nunca.
E antes mesmo da dança começar fez questão de colocar sorriso no meu rosto. Aquele que elogiam, quando deixo à mostra a covinha nas bochechas. Talvez a última vez que sorri foi com você, pra você. Um convite só pode ser aceito com o coração, seja ele o mais simples que for.

Quando entrelaçamos os dedos, senti o calor daquela situação. Estava certo que seria uma coreografia única, passando por cada instante daquela última semana marcada por momentos importantes, outros de desafios, e também de pequenas tristezas guardadas. Entre tantos tropeços, ninguém pisou no pé, causando desconforto.
A ideia era justamente essa: bailar sem compromisso, desocupar a cabeça e sentir, se possível fosse, a perna amolecer no compasso de cada canção. Uma seria muito pouco pra reviver tudo.

 
Dançamos sem nos preocupar a que horas voltar, me sinto em casa quando estamos juntos. Vivemos em paz, eu e a felicidade. Desde o início em que nos encontramos, conterrâneos, nos perdemos em nós mesmos. Também, apesar de esquecê-lo em alguma gaveta qualquer, o mapa deste destino estava gravado na minha memória. Esquecer, jamais, pois a felicidade, como tantas outras coisas nesta vida, é viciante.


“Deixei a mão da poesia
Rabiscar um poema
Pra falar de amor
Ter você como tema
E agradecer em verso a prosa que eu ouvi
Em letra e melodia
Agradeço o dia em que te conheci...”
(trecho da música Poesia, de Teresa Cristina)


Pense bem.

* Anclar Patric Crippa Mendes
colunista do Jornal Cruzeiro do Sul, 01/11/2010.